21/12/2022
Decisão de Fábio Faria que permite empresa do BTG Pactual captar mais de 2 bilhões irritou bolsonarismo e fez ex-ministro ser chamado de ‘traidor’ e deixar o governo
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Não foi só a renovação da concessão da TV Globo, pelo Ministério das Comunicações, que deixou Bolsonaro, os zeros 1, 2 e 3 e o bolsonarismo irritado com o ex-ministro Fábio Faria, hoje chamado de "traidor" em cada corredor do governo Bolsonaro.
Fábio autorizou uma missão bilionária de debêntures para a empresa V.Tal, adquirida pelo BTG Pactual.
Foi o BTG que bancou, junto ao mercado, o nome de Fernando Haddad para o Ministério da Economia.
V.Tal é a empresa de fibra óptica que foi criada a partir da separação da infraestrutura da Oi e vendida para os fundos da Globenet Cabos Submarinos e do BTG.
Fábio autorizou e pediu exoneração, como quem aperta a campainha do vizinho e corre...
Hoje em Brasília, em cada corredor bolsonarista Fábio Faria foi chamado de "traidor".
Sobre o assunto, o portal Teletime publicou a reportagem abaixo:
V.tal recebe autorização para R$ 2,5 bilhões em debêntures incentivadas
Por Henrique Julião
A V.tal recebeu autorização do Ministério das Comunicações (MCom) para captar até R$ 2,5 bilhões em recursos para projetos de telecom na modalidade incentivada, com redução na cobrança do imposto de renda para investidores.
A portaria com a decisão saiu no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 21. Com a aprovação, os projetos listados pela V.tal se tornam prioritários na emissão de debêntures. Vale lembrar que em julho, captações por meio de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) também passaram a ser opções para uso do benefício.
Segundo a operadora de atacado, os investimentos devem ser realizados nas 27 unidades federativas do Brasil. A implantação de redes de transporte, de redes de acesso, de infraestrutura para redes de telecom e de infraestrutura para virtualização de rede foram incluídas pela V.tal na descrição do projeto.
A portaria do MCom tem validade de cinco anos. A emissão das debêntures ou das demais modalidades passa a contar com benefício fiscal em relação à captação normal no mercado, com a redução de 22% para 15% no Imposto de Renda para pessoas jurídicas e para 0% entre investidores pessoas físicas.
Balanço
Nesta semana, o MCom apontou que R$ 18,7 bilhões em debêntures incentivadas foram aprovadas pela pasta desde 2020 (ou R$ 21,2 bilhões, se considerada a aprovação da V.tal). Isso representaria a maior parte de um montante de R$ 20 bilhões em investimentos para telecom liberados pelo ministério desde de sua recriação.
Entretanto, a aprovação dos projetos incentivados não significa que os recursos foram captados e empregados. Análise do TELETIME publicada em outubro apontou que apenas 19% dos valores aprovados pelo MCom tinham efetivamente saído do papel através de projetos das empresas. Na época, os valores com aval da pasta somavam R$ 18,2 bilhões.
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Do Blog - O que sugnificam 'debêntures'?
A explicação quem dá é o próprio BCG Pactual em seu site.
Você sabe o que é Debênture? Se está buscando investimentos com retornos mais interessantes comparados a outros produtos de renda fixa, essa pode ser uma boa opção. Nela, você empresta dinheiro para empresas e pode receber juros maiores do que em títulos de instituições financeiras.
Ela consegue ampliar as possibilidades da renda fixa, mas é importante ficar atento à solidez da companhia para avaliar os riscos da aplicação. Isso porque o título não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), por exemplo.
O que é Debênture?
Uma Debênture é um título de dívida emitido por empresas que oferecem direito de crédito ao investidor. Funciona como um empréstimo feito para que as companhias consigam realizar os seus planos.
Assim, as Debêntures são valores mobiliários que representam a dívida de médio ou longo prazo da companhia. Logo, quem detém o título assegura o direito de crédito que deve ser pago pela empresa emissora.
Nessa modalidade, o investidor é remunerado por meio de juros, que podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. Um ponto de destaque é que essa é uma aplicação com rentabilidade superior a muitos investimentos de renda fixa.
Como você empresta dinheiro para empresas, elas costumam pagar juros maiores do que instituições financeiras oferecem ao investidor. Por outro lado, os riscos são considerados superiores, já que não há proteção do Fundo Garantidor de Crédito.
Se você ainda não o conhece, o FGC protege o saldo de algumas aplicações de renda fixa em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira. O investidor tem essa quantia garantida em caso de quebra ou intervenção na instituição emissora.
Também há um limite total de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ. Ele engloba todos os pagamentos que podem ser solicitados, atrelados a diferentes instituições financeiras. O limite global é recomposto a cada 4 anos.