14/09/2022
Deputados estaduais de São Paulo pedem cassação de colega que agrediu a jornalista Vera Magalhães durante debate
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Num país onde vale quem fala mais alto, quem tem um mandato se acha no direito de fazer o que bem quer.
Não interessa se o detentor do mandato tenha escolaridade ou não, porque estudo no Brasil de hoje parece ser o que menos importa.
Sabe aquela velha história que diz que à classe política não interessa garantir educação? Porque sem educação as pessoas viram massa de manobra e em alguns casos, comandam as massas ao ponto de serem votadas por elas
Retrato resumido do que aconteceu na noite desta terça-feira (13) em São Paulo durante um debate, quando o deputado Douglas Garcia (Republicanos) de 28 anos, que segundo suas informações no Wikipedia tem como profissão “Ativista”, autorizado pelo candidato a governador Tarcísio de Freitas, até pouco tempo membro do staff de Jair Bolsonaro, teve acesso ao debate com o intuito de agredir a jornalista Vera Magalhães, apresentadora da TV Cultura e colunista do jornal O Globo. Lembrando que no debate da Band ela foi agredida pelo próprio Jair.
O ativista se postou diante da jornalista, em um lugar reservado aos profissionais de imprensa que fariam perguntas aos candidatos, começou a filmá-la e xingá-la.
Seguranças impediram que o “parlamentar” agredisse fisicamente a jornalista. Diretor da TV Cultura, o jornalista Leão Serva conseguiu tomar o telefone do rapaz e jogou longe. Para quebrar mesmo e impedir que ele utilizasse o material gravado para o espetáculo que planejou. Talvez para seu programa eleitoral de TV. É que o deputado estadual é candidato a federal.
O UOL fez um compilado dos vídeos gravados pelas pessoas que estavam no local, inclusive com o pronunciamento de Vera.
https://youtu.be/XfTg8yQdf7k
Dois deputados estaduais acionaram hoje o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo pedindo a cassação de Douglas Garcia por quebra de decoro parlamentar.
Um dos pedidos foi apresentado pelo deputado estadual Emidio de Souza (PT), ressaltando que "o caso merece, evidentemente, apuração pela quebra de decoro parlamentar levada à prática pelo representado.
"Competindo, assim, a este colendo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar afirmar sua repulsa ao ocorrido; respeito à imprensa; solidariedade à jornalista agredida; e, da mesma forma, respeito às mulheres que se viram aviltadas em sua dignidade pela atitude do parlamentar nos termos e conformes dos procedimentos adrede especificados", concluiu o parlamentar.