26/02/2022
Sem sossego no TCE, ex-prefeito enfrenta mais uma queda de braço com a Câmara; a primeira em 2012 o deixou inelegível por alguns dias
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De acordo com o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, além das prestações de contas referentes aos anos de 2014, 2015 e 2016, com recomendação para reprovação, o TCE ainda não concluiu a análise das contas de 2013.
O relatório das contas de 2013 recomendou aprovação “com ressalvas” e o então prefeito entrou com recurso, e as contas vão se arrastando com base no vai e vem do recurso, estando hoje esperando o parecer conclusivo do Ministério Público de Contas, no próprio TCE.
Os relatórios de 2014, 2015 e 2016 estão na Diretoria de Administração Municipal para análise também da defesa do ex-gestor.
As contas de 2017 estão na análise inicial e as de 2018 ainda nem foram mexidas.
Pelo jeito a vida do ex-prefeito não será fácil, à medida que as contas andarem.
Essa não é a primeira vez que Carlos e a Câmara entram em rota de colisão por causa de contas reprovadas.
Em 2012 a maioria dos vereadores votou pela reprovação das contas do exercício de 2008, último ano de seu segundo mandato, por irregularidades cometidas nos últimos seis meses de administração como o saque no Fundo Previdenciário, a venda da conta única da Prefeitura e a concessão de vantagens a servidores no período vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Carlos ficou inelegível mas, como ele mesmo dizia que a justiça não acataria a decisão eo legislativo, a inelegibilidade durou pouquíssimo. A justiça derrubou a decisão soberana da Câmara.

Na sessão que manteve a reprovação recomendada pelo Tribunal de Contas, votaram a favor da reprovação os vereadores Adão Eridan (PR), Adenúbio Melo (PSB), Aquino Neto (PV), Albert Dickson (PP), Assis Oliveira (PR), Bispo Francisco de Assis (PSB), Chagas Catarino (PP), Dickson Nasser (PSB), Edivan Martins (PV), Enildo Alves (DEM), Fernando Lucena (PT), Maurício Gurgel (PHS), Ney Júnior (DEM), Osório Jácome (PSC), e Professor Luís Carlos (PMDB).
Dos nomes acima, o ex-vereador Maurício Gurgel, hoje no PV, talvez por esquecimento, declarou apoio à candidatura de Carlos ao Senado.
Da lista que reprovou as contas do então prefeito, dois vereadores viraram as maiores vítimas do ex-gestor: no twitter, chamou Enildo Alves (DEM) e Fernando Lucena (PT), de“falsários e mentirosos” e declarou que “eles valem tanto quanto um palito de fósforo queimado”.
“VIADAGEM”
O destempero do então prefeito não impediu sequer que ele, apontado como “sem carisma”, chegasse a dizer que carisma era “viadagem”.
Foi na campanha em que se elegeu com a jornalista Micarla de Sousa, quando a imprensa apontava que Micarla, carismática, ajudava a popularizar a imagem do então prefeito.
Sem aceitar que a popular era a vice e não ele, disse que essa coisa de carisma era “viadagem”.
