14/01/2022
Uma crônica de amor para lavar a alma
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Em pleno verão de pandemia, de costuras políticas e negacionismo, uma crônica de amor para lavar a alma.
Uma crônica de amor…
Por Cyrus Benavides
Dos escritos do advogado Cyrus Benavides:
Seu Zezito e dona Dezilda ultrapassaram os 70 anos de casados.
Há poucos meses ela faleceu.
E pela primeira vez eles soltaram as mãos.
Como se ainda lembrassem daquele dia em 1943, que ouviram a frase: - Até que a morte os separe.
Todo casal tem seus costumes.
Gestos simples que representam verdadeiras provas de amor.
Nos últimos dias uma filha do casal, me contou que Seu Zezito ao comer abacaxi, sempre separava para Dona Dezilda aquele talinho do meio da rodela da fruta.
Como se ali estivesse a sua demonstração de amor, respeito e entrega.
Hoje os filhos servem a abacaxi cortada em pedaços, sem a rodela do meio.
Para que a saudade não tome conta das refeições.
Amar é guardar a melhor parte… só para ver o outro coração se sentir especial.
