10/01/2022
Campanha do Ministério da Saúde quer criar imagem de um Bolsonaro que ama vacina e odeia fakenews
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De Lauro Jardim, no Globo Online de hoje, e já adiantando a opinião deste Blog: A campanha que vai de encontro ao comportamento negacionista e propagador de fake news do bolsonarismo pode ser estratégica. Para fazer o povo acreditar que o presidente é aquela pessoa que ama uma vacina e odeia fakenews.

Já está nas ruas a megalicitação que escolherá quatro agências de propaganda para o Ministério da Saúde, um contrato de R$ 215 milhões a ser partilhado.
Beleza, mas é curioso cotejar o briefing para as campanhas publicitárias e as ações de Jair Bolsonaro em relação à vacinação.
Num dos itens, o Ministério da Saúde lista
"possíveis motivos das quedas vacinais":
"movimento antivacina e fake news".
Quem no Brasil comanda o movimento antivacina e propaga barbaridades anticientíficas contra os imunizantes?
Pois é, ele mesmo, Bolsonaro. O texto que consta do edital parece ter sido feito sob medida para o presidente e os seus mais desvairados seguidores.
Logo depois, o edital toca num problema que as peças publicitárias deverão ajudar a solucionar para reforçar o "compromisso com a vacinação": "fake news relacionadas a eventos adversos, à qualidade das vacinas e à falta de eficácia".
Talvez fosse mais eficaz convencer Bolsonaro a se calar e dar um tempo em sua campanha insistente antivacina contra a Covid.
*" Informar e alertar à população quanto às doenças e a importância da imunização para a saúde individual e coletiva pontuando as consequências de não vacinar."
*"Reforçar o benefício e valor das vacinas."
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