11/12/2021
O ‘extraordinário’ apoio que elimina partidos da chapa de Fátima
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“Lula esteve aqui e procurou visitar o MDB; no plano nacional conversa com Kassab (PSD) e Alckmin (PSDB). Aqui, nós podemos e devemos procurar forças para somar na reeleição de Fátima. Merece ser reeleita por tudo que tem feito em favor do Rio Grande do Norte. Um candidato ao governo deixar esta disputa para apoiá-la seria algo extraordinário, pois assim é no campo da resistência nacional. O PDT é do campo progressista. Ciro (Ciro Gomes, pré-candidato a presidente) está cada vez mais com dificuldade, sobretudo depois de Moro”, avalia o vice-governador Antenor Roberto, provocado pelo Blog na noite desta sexta-feira.
Avaliando a declaração de Antenor, seria sim, extraordinário um pré-candidato a governador abrir mão da disputa para apoiar a reeleição da governadora e com isso subir no palanque como candidato a senador.
Extraordinário seria se esse candidato a governador abrisse mão de um projeto viabilizado, e não de um sonho.
Carlos Eduardo Alves não tem projeto para ser candidato a governador. Como presidente do PDT, sequer conseguiu levar o partido para o resto do Estado, elegendo, em 2020, apenas 5 prefeitos. Dos 5 deve ter apoio de dois.
Nas eleições municipais também não botou o pé na estrada, não subiu em palanques, não prospectou apoios para seu sonho de ser governador. E como apoio só se dá quando se tem, basta entrar em uma roda de prefeitos, de qualquer região do Estado, para ouvir que ninguém quer votar em Carlos Eduardo.
Até mesmo a velha história de que ele é o dono dos votos de Natal, como mostram pesquisas ‘batizadas’ publicadas, foi desconstruída pela reeleição do prefeito Álvaro Dias sem precisar de Carlos Eduardo, tomando dele a liderança política na capital.
Carlos tem viajado pelo interior e sido recebido por apresentadores de programas de rádio, confiante que suas palavras serão ecoadas para o povo sem a necessidade de um apoio importante em cada cidade.
Portanto, até onde ele soma mais do que subtrai, algum matemático sem amor nenhum pela política ainda vai ter que fazer essa conta.