30/08/2019
Cadê o Queiroz? A revista Veja achou
[0] Comentários | Deixe seu comentário.“Cadê o Queiroz?”
O bordão que tomou conta do lado anti-Bolsonaro no Brasil nos últimos meses, e que fez até mesmo o senador Flávio Bolsonaro dizer que também queria saber onde está o seu ex-assessor, acusado de comandar, junto a Flávio, um esquema milionário no gabinete do senador quando era deputado estadual, agora tem resposta.
A revista Veja descobriu o paradeiro de Queiroz.
Trecho da reportagem da revista que traz o assunto na capa:
Por volta das 17h50 do último dia 26, o desaparecido mais famoso do Brasil passou, sem chamar atenção de ninguém, pela porta e se encaminhou para a recepção do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ali são oferecidos consultas e serviços como quimioterapia e radioterapia. De boné preto e óculos de grau, o paciente chegou sem seguranças nem familiares o acompanhando - e ficou sozinho por lá.
Antes do compromisso agendado, fez hora na lanchonete e tomou café tranquilamente, sem ser importunado por ninguém.
Cerca de uma hora depois, Fabrício Queiroz, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, sumido desde janeiro, deixou o local.
Ao longo dos últimos três meses, VEJA seguiu pistas e entrevistou dezenas de pessoas para identificar seu paradeiro.
Conforme mostram as fotos desta reportagem, achamos finalmente o desaparecido mais famoso do país.
Queiroz hoje reside no Morumbi, o mesmo bairro da Zona Sul de São Paulo onde se encontra o Einstein.
A proximidade facilita os deslocamentos até o hospital, normalmente feitos de taxi ou Uber.
Queiroz, que raramente sai de casa, luta contra o mesmo câncer no intestino que o levou para a mesa de cirurgia no fim do ano passado, pouco antes do estouro do escândalo da movimentação suspeita de 1,2 milhão de reais (600 000 entrando e 600 000 saindo) em sua conta na época em que trabalhava para Flávio Bolsonaro.
Sua última aparição pública foi justamente no Einstein.
Em 12 de janeiro, ele postou um vídeo na internet em que surgia dançando no hospital durante a recuperação de uma cirurgia. Segundo uma pessoa próxima, a operação não resolveu o problema do tumor. Um possível agravante é o de que Queiroz teria se descuidado por um tempo, para dar prioridade nos últimos meses ao esforço de se manter longe dos holofotes.
As “férias” forçadas do tratamento cobraram um preço: há sinais de que a doença continua ameaçando perigosamente seu organismo. Um de seus amigos, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), trocou mensagens com Queiroz há alguns meses. “Ele escreveu que ainda estava baqueado”, conta. No aspecto físico, Queiroz não aparenta seu delicado estado de saúde. Está apenas ligeiramente mais magro do que no ano passado.
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A reportagem de capa da Veja continua com os detalhes do caso que colocou Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro no palanque central do governo do presidente Jair Bolsonaro.