08/07/2019
Governadora Fátima pede apoio de parlamentares para cobrar repasses prometidos pelo Ministério da Saúde e não cumpridos com o RN
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Repasse de recursos federais para a saúde do Estado foi o tema da conversa da governadora Fátima Bezerra hoje com os deputados federais João Maia e Benes Leocádio, a senadora Zenaide Maia e os deputados estaduais George Soares, Isolda Dantas e Bernardo Amorim.
O Governo precisa do apoio da bancada federal para cobrar a contrapartida federal aos serviços já prestados na saúde pública em 2019.
“Há três semanas tentamos marcar audiência com o ministro da Saúde e não conseguimos. Vimos tratando com o Ministério desde fevereiro. Atendemos todas as solicitações do Governo Federal, apresentamos relatórios e documentos e o ministro prometeu que iria fazer os repasses. Mas isto não aconteceu. Não quero acreditar que está havendo retaliação política ao povo do Rio Grande do Norte”, afirmou Fátima, que não quer nada além do que o Planalto faz com os estados de Minas Gerais e Goiás, que já receberam recursos do Governo Federal este ano.
"O governo federal está devendo ao Rio Grande do Norte”, declarou o deputado João Maia, que participou das reuniões citadas pela governadora e testemunhou as promessas feitas e não cumpridas ao Rio Grande do Norte.
“Por isso ocorrem os problemas de atraso no pagamento a fornecedores e alguns prestadores de serviço”, justificou o secretário de Saúde, Cipriano Vasconcelos, informando que o déficit previsto para este ano é de 154 milhões em números de hoje.
Confira as solicitações do RN ao Ministério da Saúde:
-Hospital da PM: R$ 7,8 milhões/ano
-Custeio da produção da Sesap: R$ 50,4 milhões/ano
-Complementação dos serviços sem financiamento federal: R$ 33 milhões/ano
-Cirurgias oncológicas: R$ 17 milhões/ano
-Cirurgias ortopédicas: R$ 2 milhões/ano
-Cirurgias urológicas: R$ 2,2 milhões/ano
-Déficit nas tomografias, ressonâncias e cintilografias: R$ 26 milhões/ano
-Leitos de UTI judicializados: R$ 45,9 milhões
-Leitos de UTI próprios: R$ 20,8 milhões
-Cirurgias eletivas: R$ 7,6 milhões