11/04/2017
Fratura Exposta: Operação no Rio manda prender empresários fornecedores do governo e ex-secretário de Saúde
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PF faz operação para cumprir mandados contra suspeitos de corrupção no RJ
Agentes visam cumprir mandados de prisão contra Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde no governo de Sérgio Cabral. Investigação apura fraude em licitações e pagamento de propina ao ex-goverrnador
Por Alba Valéria Mendonça e Fernanda Rouvenat, G1 Rio
Agentes da Polícia Federal, do Ministério Público federal e da Receita Federal realizam uma operação, na manhã desta terça-feira (11), para cumprir mandados de prisão contra Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde do governo Sérgio Cabral, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. A operação, batizada de "Fratura Exposta", visa cumprir mandados de busca e apreensão em vários endereços.
A operação investiga fraudes em licitações para o fornecimento de próteses para o do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). De acordo com as investigações, quando era diretor do Into, Sérgio Côrtes teria favorecido a empresa Oscar Yskin, da qual Miguel é sócio, nas licitações do órgão. Gustavo Estellita é sócio de Miguel em outras empresas e já foi gerente comercia da Oscar Iskin.
A operação também apura desvios na secretaria estadual de Saúde, com o pagamento de propina para o esquema criminoso comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral.
As empresas do esquema atuariam de forma conjunta para, com aval dos envolvidos, burlar a competitividade das concorrências públicas e favorecer sempre a Oscar Iskin.
As prisões foram pedidas a partir da delação premiada de César Romero, que trabalhou com o ex-diretor do Into e entregou todo esse esquema. A Iskin é uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio. Côrtes entrou como médico no Into em 1990 e de 2002 até 2006 foi diretor do órgão. Em 2007 ele passou a atuar como secretário de Saúde na gestão de Sérgio Cabral, onde permaneceu até 2013.
Agentes da Polícia Federal chegaram pouco antes das 6h desta terça (11) no prédio onde mora o ex-secretário Sérgio Côrtes, na Lagoa
Agentes da Polícia Federal chegaram pouco antes das 6h desta terça (11) no prédio onde mora o ex-secretário Sérgio Côrtes, na Lagoa (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Agentes da Polícia Federal, do Ministério Público federal e da Receita Federal realizam uma operação, na manhã desta terça-feira (11), para cumprir mandados de prisão contra Sérgio Côrtes, ex-secretário de Saúde do governo Sérgio Cabral, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. A operação, batizada de "Fratura Exposta", visa cumprir mandados de busca e apreensão em vários endereços.
A operação investiga fraudes em licitações para o fornecimento de próteses para o do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). De acordo com as investigações, quando era diretor do Into, Sérgio Côrtes teria favorecido a empresa Oscar Yskin, da qual Miguel é sócio, nas licitações do órgão. Gustavo Estellita é sócio de Miguel em outras empresas e já foi gerente comercia da Oscar Iskin.
A operação também apura desvios na secretaria estadual de Saúde, com o pagamento de propina para o esquema criminoso comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral.
Policiais federais chegaram às 6h em condomínio no Humaitá para prender o empresário Miguel Iskin, sócio de da empresa Oscar Iskin
Policiais federais chegaram às 6h em condomínio no Humaitá para prender o empresário Miguel Iskin, sócio de da empresa Oscar Iskin (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)
As empresas do esquema atuariam de forma conjunta para, com aval dos envolvidos, burlar a competitividade das concorrências públicas e favorecer sempre a Oscar Iskin.
As prisões foram pedidas a partir da delação premiada de César Romero, que trabalhou com o ex-diretor do Into e entregou todo esse esquema. A Iskin é uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio. Côrtes entrou como médico no Into em 1990 e de 2002 até 2006 foi diretor do órgão. Em 2007 ele passou a atuar como secretário de Saúde na gestão de Sérgio Cabral, onde permaneceu até 2013.
Policiais cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em vários endereços no Rio
Policiais cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em vários endereços no Rio (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Notificado pelo TCE
Em dezembro do ano passado, o Plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a notificação do ex-secretário Sergio Côrtes. Segundo o órgão, durante sua gestão, pelo menos oito cooperativas foram contratadas pela secretaria com dispensa de licitação e sem comprovação efetiva de prestação de serviços. O valor do prejuízo, estimado pelo corpo técnico do TCE, é de R$ 600 milhões.
Em 2015, a CPI da Máfia das Próteses na Câmara pediu que MP e PF aprofundassem investigações sobre a Oscar Iskin.
Côrtes esteve ao lado do ex-governador Sérgio Cabral durante toda sua gestão. Ele aparece na polêmica sequência de imagens em Paris do ex-governador e amigos num restaurante com guardanapos na cabeça.