11/12/2016
Delações que estão só começando envolvem todos os partidos e revelam Padilha e Moreira Franco como operadores do PMDB
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Os políticos que sabem o que fizeram tem motivo de sobra para estarem apreensivos. É que, dos 77 executivos da Odebrecht que ainda vão começar a falar como delatores, pelo menos 3 já tiveram os depoimentos que fecharam a delação premiada, vazados. Foram apenas 3, de 77, porém o suficiente para causar um estrago atrás do outro, a começar pela exposição do presidente da República, Michel Temer, como beneficiado com dinheiro de caixa 2 do esquema de propina da Odebrecht. Além de Temer, muitos nomes novos vão aparecendo e daí até lá, a lista vai crescer com força. Depois de Luiz Cláudio Melo, que apresentou sua lista, tem as listas em detalhes do diretor da Odebrecht Leandro Andrade Azevedo, e do presidente da Odebrecht Transport, Paulo Cesena. Na lista de Azevedo, o repasse de 23,6 milhões de reais em dinheiro, e 800 mil euros por transferência bancária no exterior, para a campanha do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, em 2014. Dinheiro recebido pelo publicitário Renato Pereira, da agência Prole. O prefeito do Rio Eduardo Paes, segundo a Odebrecht, recebeu R$ 11,6 milhões e US$ 5,7 milhões, não declarados. E o senador Lindbergh Farias (PT), que quer o impeachment do presidente Temer, teria recebido 3,2 milhões de reais por caixa 2 para as campanhas para o Senado em 2010, e para a prefeitura de Nova Iguaçu, em 2008. Os ex-governadores do Rio de janeiro, marido e mulher, Anthony Garotinho e Rosinha Azevedo estão na lista de Azevedo como envolvidos em duas licitações para a construção de casas populares em Campos do Goytacazes. Em certame que só permitia um vencedor: a Odebrecht. Tudo em troca de 9,5 milhões repassados por caixa 2 para as campanhas de Garotinho e Rosinha, entre 2008 e 2014. Luiz Cláudio Melo citou o senador José Agripino Maia (DEM), como recebedor de dinheiro a pedido de Aécio Neves (PSDB). Agripino não era candidato no ano de repasse. Aécio era. Os nomes de todos os partidos vão surgindo. Nos vazamentos de delações premiadas dos executivos da Odebrecht, até agora ficando claro, muito claro. Os operadores do partido são os atuais ministros do governo Temer, Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria de Investimentos.