20/09/2016
Em entrevista exclusiva ao Blog, prefeito Francisco José diz que não fez acordo com Tião e que relação com o governador Robinson Faria não chegou ao fim
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Logo que anunciou, em pronunciamento ao vivo no facebook, a retirada de sua candidatura, o prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior concedeu entrevista ao Blog.
Ele irá receber a imprensa nesta terça-feira às 11 horas mas ao Blog, adiantou que não fez acordo político com o candidato Tião Couto (PSDB), mas não nega que o pensamento dele de não comungar com o culto às oligarquias combina com o seu pensamento.
Prefeito, o que lhe fez renunciar?
Querer o melhor para a minha cidade. Percebi que minha candidatura estava beneficiando a oligarquia mais antiga do Brasil, pois estava dividindo a decisão das famílias mossoroenses, esse povo que precisa e merece continuar sua história com bravura hoje e sempre. Essa foi a principal base da minha decisão. Continuar contribuindo com o que acredito ser o melhor caminho para a cidade que amo.
Sua saída da disputa significa que irá apoiar algum candidato?
Nosso anúncio deixou muito clara a posição em benefício de Mossoró, dentro do contexto do não retorno às práticas oligárquicas. Nesse primeiro momento, nosso apoio passa a ser para a cidade e, em consequência disso, a todos e qualquer um que compartilhem desse mesmo ideal. No futuro, mesmo que haja algum posicionamento em favor de um ou outro candidato, respeitará esse ponto de vista.
Tem se falado em Mossoró num possível acordo com o candidato Tião Couto a partir da retirada de sua candidatura...
Isso é natural, pois nós dois nos posicionamos da mesma forma contra essa família que por décadas dominou Mossoró. Mas isso não quer dizer que haja algum acordo, pelo contrário, apenas um direcionamento de pensamento que comunga em algumas partes no que seria o melhor para Mossoró.
Há alguma orientação para a militância?
Nossa militância continuará unida. A proposta é de junção de forças em torno desse ideal que deixamos claro e que, embora não se direcione no momento para um candidato específico, faz uma oposição séria contra um sistema falido, ultrapassado e que tem causado vergonha na história de Mossoró.
Qual vai ser o tom político do prefeito Francisco José daqui pra frente?
O mesmo. De defesa de políticas públicas justas, ações de correção, combate aos velhos vícios administrativos que tanto mal já fizeram ao nosso município. Da mesma forma como nunca me envolvi em politicagem, continuarei fazendo uma política séria, honesta, voltada para o povo.
E a relação com o governador Robinson Faria, chegou ao fim?
De forma alguma. Essa parceria que começou há muito tempo tem bases muito sólidas. Respeito o governador, somos amigos, e da mesma forma com que sempre venho buscando do Governo do Estado as melhorias que Mossoró precisa, continuarei acreditando nos frutos desse projeto conjunto.
Você vai sair do PSD?
No momento o meu partido é o PSD. Não tenho, nem posso avaliar agora outras possibilidades, porque elas não fazem parte da realidade que estamos vivendo no momento.
No PSD se fala que você foi teimoso ao se lançar candidato, visto que não estava bem avaliado. Você foi teimoso?
Teimoso por acreditar no meu próprio trabalho e no esforço contínuo que tenho feito por Mossoró? Não acredito nessa versão simplista e equivocada. Pelo contrário. Sou determinado naquilo que acredito. O mesmo motivo que me fez entrar na disputa, me faz agora abrir mão da candidatura, e esse motivo todos sabem, é o futuro da nossa cidade.
Qual vai ser seu papel diante da próxima gestão de Mossoró?
Independente de quem seja eleito, irei oferecer tudo que for possível do conhecimento que adquiri nesses pouco mais de dois anos, para auxiliar no que for necessário. Se depender de mim, não haverá entrave ou falta de apoio à futura administração. Serei alguém disposto e firme na postura de colaborador que sempre existiu em toda a minha trajetória política.
Será candidato a deputado em 2018?
Minha veia política nasceu comigo. A vida pública faz parte da minha história. Essa á a única certeza que tenho no momento. Essa certeza e a de que jamais me furtarei quando for convocado pelo povo a assumir qualquer papel perante a gestão pública que possa ser útil a sociedade.