16/04/2016
De Brasil e Alemanha, sobre o beijo e o muro
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Um beijo.
O ato mais singelo entre duas pessoas, que tanto pode marcar o começo como o fim de tudo, é neste sábado de impeachment, a polêmica do dia.
Uma foto publicada nas redes sociais do PT, de um casal se beijando por sobre o “muro do impeachment”, como chama a oposição, ou o “muro da vergonha”, como dizem os governistas, expõe como responsáveis pela perigosa divisão de grupos, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha e o vice-presidente Michel Temer.
Foi a Câmara que providenciou o muro com a intenção de separar, de um lado os torcedores do afastamento da presidente Dilma Rousseff, do outro os que querem que a presidente siga seu mandato até o fim.
O beijo e o muro.
A polêmica do beijo por sobre o muro, em Brasília, retoma a polêmica do beijo entre Erich Honecker (Alemanha Oriental) e Leonid Brezhnev (líder soviético)...
“O beijo de Brejnev e Hockner”, foi criado pelo artista russo Dmítri Vrúbel, que ficou famoso pela obra considerada um dos principais símbolos do muro.
A obra de arte traz a inscrição “Meus Deus, ajude-me a sobreviver a esse amor fatal”.
O beijo, do artista russo está exposto na East Side Gallery, um dos monumentos mais visitados de Berlim, que reúne 106 obras pintadas sobre um pedaço de muro de 1300 metros, em 1990, pouco antes da reunificação das duas Alemanhas.
O beijo real aconteceu em 1979, entre o secretário geral do Partido Comunista Soviético, Brezhnev, que estava na Alemanha Oriental para celebrar o aniversário da nação Comunista e o então presidente da Alemanha Oriental, Honecker.
Foi quando Brezhnev terminou seu discurso, e então Honecker, abriu seus braços para uma saudação com um beijo, comportamento habitual entre colegas comunistas, mas desta vez eles foram além, e com todo o entusiasmo, deram um beijo mais “intenso", ganhando o significado da união da Alemanha Oriental com a União Soviética.
E na polêmica do Muro, o PT condena o muro “da vergonha”, como o líder soviético Mikhail Gorbatchov condenou o Muro de Berlim, numa entrevista que concedeu à Gazeta Russa, em 2014, às vésperas do 25º aniversário da queda da cortina de ferro alemã.
Para entender mais sobre o beijo alemão, já que a história do beijo no Congresso está apenas começando:
http://youtu.be/OOeEaim2ZRE