07/04/2016
No plenário da Câmara Federal, deputado-prefeitável Rafael Motta faz críticas à gestão do prefeito Carlos Eduardo
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Em pronunciamento agora à tarde no plenário da Câmara, o deputado federal Rafael Motta (PSB) fez críticas à gestão municipal de Natal.
Ele disse que a gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves não responde à população na questão da saúde, citando postos de saúde e Hospital Municipal; também falou de transporte, obras inacabadas, obras inauguradas como o Mercado das Rocas.
O deputado, cotado para disputar a Prefeitura de Natal, citou o projeto de lei de sua autoria, quando vereador de Natal, que proíbe a inauguração de obras públicas inacabadas.
“Isso parece o óbvio, mas devido a uma prática já histórica dessa administração, a Lei se fez necessário, e infelizmente esta matéria ainda tramita na Câmara Municipal de Natal. Permitindo assim a inauguração de obras com pompa e que depois permanecem fechadas ao público, como o Mercado das Rocas. Ainda posso destacar obras paralisadas sem um desfecho que a entregue à população, como é o caso do viaduto do Baldo, interditado há anos e orçado em quase R$ 2 milhões”.
E o discurso continuou...
“Por isso se faz necessária uma conversa sem reservas com a sociedade. Não é possível mais conviver com soluções capengas, verdadeiras gambiarras apresentadas como material de primeira. E para isso é preciso coragem para mostrar a realidade como ela realmente é”.
E mais...
“É urgente um caminho para a solução do transporte público em Natal e na sua região metropolitana, pois são 1,5 milhão de habitantes, dos quais 800 mil dependem desse serviço. O que temos hoje é uma indefinição com relação a uma política séria e transparente sobre o transporte público. Soluções caras e totalmente sem uso, como estações de transferência que não transferem ninguém. Um total desrespeito com o usuário, que é obrigado a enfrentar sol e chuva sem o abrigo decente nas paradas de ônibus. Sem falar na falta de soluções criativas para melhorar a vida dos passageiros, como aplicativos com horários para consulta online”.
“As novas gerações não podem continuar a mercê de um progresso superficial e refém de oportunidades rasteiras. Afinal, estamos rompendo a metade da segunda década do século vinte e um. E para tanto, se faz necessária à gestão pública, a implementação de novos e integrados modelos e caminhos de planejamento e gestão”.