06/07/2014
Robinson diz que não vai atacar Henrique mas vai pedir que eleitor avalie a coerência de cada palanque
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Thaisa Galvão - Antes de definir que seria o candidato a governador, o deputado Henrique Alves conversou muito, com muita gente. Você conversou com Henrique?
Robinson Faria - Conversou comigo várias vezes. Tenho amizade com o deputado Henrique, não somos inimigos, só somos concorrentes, mas não existe inimizade, Faremos uma campanha de debates, de propostas, quero fazer uma campanha muito construtiva porque é isso que interessa à população, acho que o radicalismo está sepultado, não só por mim, mas por toda a classe política. Agora, vamos falar a verdade, cada um falará de seus proetos para o Estado. Tivemos conversas, é natural, mas eu já tnha um compromisso com as pessoas que me incentivaram, que me colocaram como candidato a governador. Eu não poderia trair essa generosidade das pessoas e aproveitar o capital eleitoral que adquiri.
Thaisa Galvão - Quando você fala em trair a generosidade das pessoas, significa que Henrique pediu para você dessistir?
Robinson Faria - Não tô aqui censurando o deputado Henrique porque ele como candidato a governador tem todo direito de buscar parceiros. Ele veio me procurar como procurou Wilma como procurou outros, faz parte da democracia, da caminhada política. Apenas eu já tinha minha convicção formada e tinham pessoas que eu não poderia decepcioná-las, que já estavam nas ruas fazendo propaganda do meu nome, defendendo meu nome, e a minha decisão foi muito respeitando essas pessoas que sonharam ver Robinson Faria candidato a governador.
Thaisa Galvão - Em algum momento você pensou que poderia ser o candidato com apoio do PMDB?
Robinson Faria - Não, eu sempre achei muito difícil porque o deputado Henrique, sempre que dava entrevistas, dizia que o candidato seria do PMDB.
Thaisa Galvão - Mas antes do prazo de filiação, por exemplo. Não foi convidado a se filiar ao PMDB?
Robinson Faria - Não, até porque não teria nenhuma lógica porque eu tinha acabado de fundar o PSD, partido que presido, e eu não iria abandonar um partido que eu formei.
Thaisa Galvão - Henrique disse que na campanha dele não vai falar mal de ninguém. Como você vai se comportar?
Robinson Faria - Farei uma campanha construtiva, propositiva, mas interpretando também o palanque adversário. Não de forma radical, mas pedindo que as pessoas observem a coerência de cada palanque. Qual o palanque que é mais coerente, é o de Robinson Faria ou o palanque do meu oponente?
Thaisa Galvão - As convenções aconteceram, e a gente viu muito isso nas redes sociais, em clima de resultado antecipado das eleições. Tipo, a minha foi maior, o eleito sou eu. Como você define uma convenção?
Robinson Faria - Já participei de muitas convenções como apoiador, e em 2010 como candidato a vice-governador. Fica até um pouco suspeito eu falar, mas essa convenção que confirmou meu nome para candidato a governador foi a mais emocionante, com mais energia, com mais entusiamo que eu vivi durante toda a minha carreira política.