23/06/2013
Para reeleição de Rosalba, Agripino conta, "principalmente", com o apoio do PMDB
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Apesar da incômoda relação com o governo Rosa, que ele faz questão de negar, mas que nos bastidores aliados comenta com veemência, o senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, como o Blog já publicou uma vez, é o aliado que a governadora Rosalba Ciarlini pediu a Deus. Pois, apesar do silencioso conflito interno - o senador evita até mesmo uma DR (discutir relação) - ele aposta, e diz porque aposta, na reeleição da governadora. E espera que os aliados de hoje, como PMDB, "principalmente", continuem alimentando o projeto de Rosalba governadora por mais 4 anos. As declarações de Agripino foram publicadas na Tribuna do Norte de hoje. O Blog publica alguns trechos da entrevista. TN - Nesse momento a governadora Rosalba Ciarlini já se habilita para a reeleição? José Agripino - Eu acho que ela está construindo um caminho. Dois anos de Rosalba foram consumidos para pagar dívidas, administrar escassez e projetar o futuro. Se você me perguntar se ela já administrou a escassez, digo que ainda não, até porque cada vez que se retira o IPI de automóvel reduz o Fundo de Participação. As perdas são flagrantes. Agora ela montou programas muito robustos, como Barragem de Oiticica, Poço de Varas, esse vigoroso programa Sanear RN. Se eu fui o governador das estradas e Garibaldi Filho o das adutoras, ela pode vir a ser a governadora do saneamento básico. * A pública insatisfação do ministro Garibaldi Filho preocupa o senhor nessa bandeira de manter a unidade desta aliança partidária? José Agripino - Claro que preocupa. Agora em política as divergências são naturais e elas (as divergências) conduzem para prática do diálogo para explicações e busca de entendimento, sempre com respeito. Sempre com respeito. Se Garibaldi tem divergências, emite opinião sempre sincera, muito francas com relação ao Governo, elas (as opiniões de Garibaldi) têm que ser, como os movimentos de rua, respeitadas, discutidas e, na medida do possível, atendidas. * O deputado federal Henrique Eduardo Alves, em entrevista publicada no último domingo na Tribuna do Norte, queixou-se de centralização do Governo e defendeu nova reunião do Conselho Político. Como o senhor avalia essas declarações? José Agripino - É uma opinião a ser considerada. Se ele acha isso e tem razões para achar isso, tem que ser dito ao Governo para que faça o meia culpa se for o caso e mude de atitude em busca da boa convivência com o aliado. Acho que essa manifestação, como qualquer outra, ela precisa ter o respaldo da argumentação. Entendo o diálogo de pessoas que procuram se entender é movido a argumentos. Se os argumentos de quem se queixa são sólidos, cabe a outra parte a superação da dificuldade com o recolhimento da procedência do argumento e o atendimento com a mudança de comportamento para superar a dificuldade. O argumento tem que remeter a mudança de comportamento. Se o argumento existe e na palavra de Henrique o Governo continua centralizador, o argumento tem que ser posto, o Governo tem que fazer sua avaliação e mudar sua postura em nome da boa convivência com os aliados. * O vice-governador Robinson Faria se coloca como candidato a governador, a deputada federal Fátima Bezerra postula, publicamente, o Senado, a vice-prefeita Wilma de Faria sinaliza com uma candidatura na chapa majoritária. Falta os governistas colocarem o bloco na rua? José Agripino - Não. Eles estão sofregos. Eu não quero agir com demérito a ninguém. Mas eu não vejo tanta robustez eleitoral nesse grupo ao qual você se referiu. Como eles não têm a preocupação de exercer governo, eles ficam no lançamento de expectativas pessoais. Nós temos, sem nenhuma presunção, o perfeito entendimento de que juntos somos uma força político-eleitoral capaz de construir vitórias, com respeito as demandas da sociedade que precisam ser atendidas. Se eles estão esboçando chapas que muitas vezes são conflituosas, veja que Robinson quer ser candidato a governador e Wilma não diz a que é candidata,a mas não descarta a possibilidade de ser candidata a governadora.