02/09/2012
Programas de Rogério poupam Carlos Eduardo e não ajudam a provocar segundo turno
[0] Comentários | Deixe seu comentário.O que está fazendo o candidato Hermano Morais (PMDB) para, em pouco tempo, ultrapassar Rogério Marinho nas pesquisas e focar na segunda colocação? Quem assiste aos programas eleitorais no rádio e TV, e principalmente as inserções de 30 segundos cada, veiculadas durante todo o dia na programação das emissoras, vê que Hermano vem batendo na gestão do ex-prefeito e candidato Carlos Eduardo. Seu foco. Tenta, com isso, provocar um segundo turno, ainda muito distante aos olhos de quem lê pesquisas, de todos os institutos, há vários meses. Hermano tem feito a sua parte. Mas, não tem contado com a mesma determinação do candidato Rogério Marinho, que foi ultrapassado, segundo os números da Certus, não só por Hermano, mas também pelo candidato do PT, Fernando Mineiro. Rogério tem preferido jogar a culpa dos problemas de Natal para os governantes dos últimos 10 anos. Sem citar nomes nem personalizar problemas. Difícil do eleitor, sempre atento ao óbvio e alheio à notícia discreta na televisão, entender e assimilar. A discrição das críticas de Rogério Marinho agradam mais a Carlos Eduardo do que ao próprio Rogério, que sabe, mais do que ninguém, que para provocar um segundo turno, teria que focar em Carlos Eduardo. Numa luta conjunta entre ele, Hermano e Mineiro. Mineiro tem subido mesmo sem bater sistematicamente em Carlos Eduardo, já que o PT integrou fielmente a gestão anterior e teve Carlos Eduardo como padrinho mágico da deputada Fátima Bezerra quando disputou a prefeitura e perdeu em 2008. Mas tem subido pelas críticas à prefeita Micarla de Sousa, já que o PT não participou da atual gestão, ao contrário de Hermano e Rogério. Portanto, do jeito que vai, Hermano e Mineiro seguirão focando num provável, mas pouco possível segundo turno. E Rogério...vai adubando a campanha de Carlos Eduardo. Poupando quem deveria ser seu maior adversário. Focando em nada, já que, para o telespectador, o discreto e o nada se confundem na TV. Ou é o óbvio ou não é. E ponto.