29/11/2010
João Henrique diz que foi ordenador de despesas e investigações não encontraram nada contra ele
[0] Comentários | Deixe seu comentário.Em contato com o Blog, o bacharel em Direito, João Henrique Bahia, explicou a sua conversa pelo telefone, interceptada pela Polícia Federal durante as investigações que deram origem à Operação Higia, com o funcionário da empresa Líder, identificado por Bruno, onde ele disse que a governadora (Wilma) tinha "compromisso" com a empresa. João explicou que Bruno tinha um cargo de ASG e era lotado em um hospital público do Estado, e telefonou pra ele apreensivo com a informação que tinha recebido sobre o fim do contrato da Líder - empresa pela qual ele prestava serviço ao Estado - com o governo. "O que você vai dizer a uma pessoa que, por precisar, se submete a fazer limpeza de hospitais? Que ele vai perder o emprego? Eu tinha um cargo de assessor da governadora, tinha que tranquilizar a pessoa e fazer a defesa do governo", justificou João Henrique, que durante o depoimento de hoje, fez comparações entre o que foi denunciado na Secretaria de Saúde, onde ele não atuava, e a Secretaria de Esportes, onde ele, como secretário adjunto, era o ordenador de despesas e responsável por contratações e licitações: "Tive que contratar pessoal de limpeza para ginásios de esporte e para o Caic, e em nenhuma licitação as empresas citadas na Operação Higia entraram. Então significa que eu ia roubar na Saúde, que não tinha nenhuma atuação, e não ia roubar na pasta onde eu ordenava despesas?", questionou João Henrique, lembrando de outra licitação grande para compra de ternos esportivos, bolas e outros materiais para serem doados pela governadora Wilma de Faria a times de escolas de todo o Estado. "Foi uma licitação de mais de 4 milhões de reais e quem ganhou foi a Sport Master. Pergunte a Orismar (dono da loja) quantas vezes eu liguei pra ele depois que ele ganhou a licitação. E eu poderia ter ligado pois sou amigo dele e de Miriam (mulher dele), mas nunca fiz isso", justificou João Henrique, afirmando que a Secretaria de Esporte foi totalmente revirada pela Polícia Federal e Ministério Público, e nada foi encontrado de irregular.